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quinta-feira, 17 de março de 2011

A Boneca

Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
 Dizia a primeira: "É minha!"
— "É minha!" a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.

Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.

Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.

E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca . . .
          Olavo Bilac


O Menino Azul

O menino quer um burrinho para passear. Um burrinho manso, que não corra nem pule, mas que saiba conversar. O menino quer um burrinho que saiba dizer o nome dos rios, das montanhas, das flores, — de tudo o que aparecer. O menino quer um burrinho que saiba inventar histórias bonitas com pessoas e bichos e com barquinhos no mar. E os dois sairão pelo mundo que é como um jardim apenas mais largo e talvez mais comprido e que não tenha fim. (Quem souber de um burrinho desses, pode escrever para a Ruas das Casas, Número das Portas, ao Menino Azul que não sabe ler.)

            
             Cecília Meireles

O Mosquito Escreve


O mosquito pernilongo

trança as pernas, faz um M, depois, treme, treme, treme, faz um O bastante oblongo, faz um S. O mosquito sobe e desce. Com artes que ninguém vê, faz um Q, faz um U, e faz um I. Este mosquito esquisito cruza as patas, faz um T. E aí, se arredonda e faz outro O, mais bonito. Oh! Já não é analfabeto, esse inseto, pois sabe escrever seu nome. Mas depois vai procurar alguém que possa picar, pois escrever cansa, não é, criança? E ele está com muita fome.

       Cecília Meireles

DORME RUAZINHA… É TUDO ESCURO !

Dorme ruazinha…  É tudo escuro…
E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?
Dorme teu sono sossegado e puro,
Com teus lampiões, com teus jardins tranqüilos…

Dorme…  Não há ladrões, eu te asseguro…
Nem guardas para acaso perseguí-los…
Na noite alta, como sobre um muro,
As estrelinhas cantam como grilos…

O vento está dormindo na calçada,
O vento enovelou-se como um cão…
Dorme, ruazinha…  Não há nada…

Só os meus passos…  Mas tão leves são,
Que até parecem, pela madrugada,
Os da minha futura assombração…

Mário Quintana


Ruazinha à noite, ilustração de Elisabeth Teixeira
Ruazinha à noite, ilustração de Elisabeth Teixeira


domingo, 13 de março de 2011

Ahh como é bom ser criança !!



A VIDA TEM UM COLORIDO ESPECIAL



NOS TORNAMOS ESPECIAIS




E NOSSAS AMIZADES SÃO ETERNAS.


DIAS MÁGICOS



ONDE BRINDAMOS À VIDA



CANTANDO EM HOMENAGEM AO AMOR.





A flauta de prata e o Rouxinol

“Esta história, como tantas outras, passou-se há muitos anos, num tempo
em que os animais e as coisas também falavam. Ou será que ainda falam?….
Estava um rouxinol a cantar alegremente em cima de uma frondosa árvore, quando foi interrompido pelo riso estridente de uma flauta de prata.
- Do que te ris? perguntou-lhe o rouxinol
- Do teu descaramento em emitires tais guinchos na minha presença.
- Quem és tu para não gostares da minha melodia?
- Eu sou uma flauta de prata e de mim saem os mais maviosos sons. Só não me conhecem os campónios como tu. E tu quem és?
- Apenas uma ave que gosta de cantar. Mas serei todo ouvidos para te escutar.
- Ousas pedir-me para eu cantar para ti? Eu só canto para prazer de reis e nobres.
- Pois eu canto para toda gente e para alegrar os campos. Porém estou cheio de curiosidade em ouvir esses sons maviosos de que falas.
- Será que nem sequer compreendes que tal não é possível?
- Como assim?
- Não vês que não está aqui o flautista para me soprar?
- Nesse caso, bem hajam os rouxinóis e os demais pássaros que cantam sempre que desejam e que compõe e dão vida às suas próprias melodias. Tu pelo contrário, és como aqueles que nada valem se não for a intervenção dos outros, que não se move se não lhes dão as mãos, que não cantam se não lhes assopram e não sobem se não as empurram…!”


Procurando Nemo

Quem não assistiu, então assista.
Riqueza de detalhes e um colorido especial envoltos em uma história linda e emocionante.







Walt Disney Movies

EXPECTATIVA - MÁRIO QUINTANA

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o  risco
de se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas,
assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar...  nos bastar sempre, e quando procuramos estar com
alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos,
porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam ... não por serem metades,
mas,
por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz com a outra pessoa,
você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não
quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, principalmente a gostar de
quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas
venham até você.
No final das contas, você não vai achar quem você está procurando, mas quem
estava procurando por você"